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sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Nápoles Subterrânea
O início da construção do metrô
da cidade nos anos 60 e, por conseguinte, as diversas inundações, trouxeram a
necessidade de recuperação da cidade subterrânea.
Essa reforma permitiu que
galerias e túneis históricos fossem preservados e adaptados para visitas
guiadas. A maioria deles fica no Quartieri Spagnoli (Bairro Espanhol).
O passeio Napoli Sotterranea (Nápoles Subterrânea) tem este nome por causa da
associação fundada pelo espeleólogo Enzo Albertini, cientista que a partir da
metade dos anos 80 começou a fazer “passeios” no subsolo da cidade para
conhecer pontos de interesse histórico, antropológico e arqueológico escondidos
abaixo de Nápoles ,
escondidos abaixo de Nápoles.
A existência dessa cidade
subterrânea remonta ao ano 470 a.C., quando os gregos que habitavam a região
precisaram criar depósitos para acumular água. Posteriormente, os romanos
ampliaram um aqueduto, conectando as galerias de água com os túneis a fim de
regular o armazenamento. Apenas em 1885, deixou-se de utilizar esses depósitos
de água em virtude da epidemia de cólera.
Outra finalidade era o uso da toba
ou tufo vulcânico, material rochoso de densidade clara e porosa, de onde era fácil
extrair os materiais para construir os edifícios de Nápoles.
E, na Segunda Guerra Mundial, o
subterrâneo serviu de abrigo e esconderijo.
A entrada fica na Piazza San Gaetano (uma delas, pois há várias entradas para conhecer os subterrâneos de Nápoles – outra conhecida é pela Via Sant´Anna di Palazzo, cujo ponto de encontro é em frente ao Café Gambrinus na Piazza Trieste e Trento).
É preciso reunir um grupo de mais ou menos 15 pessoas. O passeio dura aproximadamente 45 minutos, o bilhete custa € 9 (guia em inglês e italiano), e é preciso consultar os horários (http://www.napolisotterranea.org/)
Entrando por ali, você começa a
descer uma escada de 140 degraus, que leva a 40 metros abaixo do nível da
superfície. Nesta parte, há um conjunto de ruínas que datam dos séculos III e
IV a.C.
Descoberto recentemente no
subsolo, o teatro greco-romano pode ser
visitado e o acesso se dá pelo interior de um edifício em Vico Cinquesanti.
Outra opção é o Scavi Archeologici (Escavações
Arqueológicas) di San Lorenzo Maggiori
(Via S. Gregorio Armeno), no Quart. San Lorenzo.
O Cimitero delle Fontanelle (estação de
metrô mais próxima – Materdei – 10 minutos de caminhada) também é interessante. É um pouco difícil de
localizá-lo pela ausência de placas indicativas, mas fica ao lado de uma igreja
(a entrada é por um portão de ferro), na altura do numero 80 da via Fontanelle.
Aberto diariamente, das 10h às 17h. Entrada gratuita.
O cemitério possui 3.000m², e
cerca de 40.000 restos mortais de pessoas que não tinham dinheiro para um
enterro decente, e outras que foram vítimas da grande peste de 1656 e da cólera
de 1836. Um estudioso disse que em certa época foi contado 8 milhões de ossos,
e que abaixo do piso existiam 4 metros de ossos aglutinados.
Não há caixões e sim ossos e
crânios somente. Alguns estão enfeitados com terços, lenços ou crucifixos. É um
lugar empoeirado e escuro. O bairro é feito, pouco movimentado. Então, para
maior segurança, é aconselhável não andar com muito dinheiro.
O Duomo di Napoli (Catedral) está próxima à Napoli Sotterranea
(estação metrô Cavour ou Museo). A ideia de sua construção partiu de Carlos I
de Anjou (o mesmo que mandou erguer o Castel Nuovo), mas com sua morte as obras
foram iniciadas em 1299 por seu filho Carlos II de Nápoles e concluídas em 1314 sob o reinado de Robert de Anjou (neto de Carlos I e filho de Carlos II).
A fachada neogótica foi
adicionada no século XIX. No seu interior, estão a Capela de San Gennaro, a
Capela Carrafa, a Basílica de Santa Restituta, um Batistério com mosaicos do século IV e o Museu do Tesouro de San Gennaro, com as relíquias do padroeiro da
cidade martirizado em 305 d.C., bustos de bronze, ampolas de prata, suntuosas
pinturas e uma liteira dourada do século XVIII usada para abrigar os santos em
dias chuvosos de procissão.
Ingressos: € 1,50 (igreja e
batistério); € 7 (museu).
Marcadores:Itália | Centro-Sul
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