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sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Funicular Montesanto e atrações
Nápoles tem hoje 4 linhas de funicular, das quais três
levam a pontos próximos entre si, no alto da cidade, perto do Castel Sant’Elmo.
O Funicolare Centrale parte da Via Toledo, quase ao lado da Piazza Trieste e
Trento; o Funicolare di Chiaia parte da Piazza Amedeo, em Chiaia; e o Funicolare di Montesanto tem seu ponto
de partida ao lado da estação de metrô de mesmo nome, pertinho do centro
histórico.
Nós pegamos esse último:
Montesanto. No Largo San Martino (bairro Vomero) está o Certosa e Museo di S. Martino, um monastério (da ordem dos monges
cartuxos) construído em 1325, hoje transformado em museu. O edifício é um belo
exemplo de barroco napolitano. Há o grande claustro e o pequeno claustro,
chamado Claustro de Procuradores, que é a porta de entrada para os jardins e
salas do museu (com piso em cerâmica e azulejo). O cemitério dos monges
cartuxos é decorado com crânios de mármore.
Outra atração na região é o Castel Sant’Elmo (Via Tito Angelin). Em
formato de estrela, era originalmente uma igreja dedicada a São Erasmus. Cerca
de 400 anos depois, em 1349, o local foi transformado em castelo e ganhou ares
de fortaleza em 1538. Usado como uma prisão militar até a década de 1970, hoje
é ponto de visitação pelo visual
panorâmico que oferece da cidade e por abrigar a Biblioteca de História da
Arte Bruno Molajoli e o Museo del
Novecento, dedicado à arte napolitana do século XX (pinturas, esculturas e
instalações futuristas). Ingresso: € 5.
Um dos atrativos vistos do alto
de Sant’Elmo é o Castel dell'Ovo, o
mais antigo castelo de Nápoles depois do Castel
Capuano, do século XII (foi nesse ponto nos muros da cidade que a estrada
levava para a cidade de Capua, o que justifica o nome; hoje o bairro onde está
chama-se Centro Direzionale), tendo desempenhado até o início do século XVI as
funções de palácio real dos soberanos de Nápoles. Localizado no golfo de
Nápoles, na ilha de Megáride.
O seu nome deriva de uma antiga
lenda, segundo a qual o poeta latino Virgílio – que na Idade Média também era
considerado como um mago – escondeu no cofre do edifício um ovo mágico que
manteria em pé toda a fortaleza. A sua quebra provocaria não só o colapso do
castelo, mas também uma série de ruinosas catástrofes na cidade de Nápoles.
Dali fizemos uma pausa para comer
uma fatia de pizza na Pizzeria Vecchia
Napoli (rua lateral à Estação di Montesanto). Há várias opções de
gastronomia e a preços populares, de € 1 e € 1,50.
Voltamos para a área central do
centro histórico.
As ruazinhas são repletas de
trattorias, padarias, quiosquezinhos vendendo babá (bolinho doce típico),
pizzas, calzones, kebabs e cachorro quente.
Pegamos o metrô para a estação Município. Lá estão outras
belas atrações. Da Estação di Montesanto até lá são cerca de 20 minutos.
O Palazzo Reale di Napoli (Palácio Real de Nápoles), localizado na
Piazza del Plebiscito, no barrio de Santa Lucia & Chiara, é um dos quatro
palácios que serviram de residência aos reis de Nápoles e Sicília durante o seu
reinado no Reino das Duas Sicílias (1730-1860); os outros palácios são o Reggia
di Caserta, o Reggia di Capodimonte
e o Reggia di Portici.
O imponente palácio, cuja fachada
lateral está voltada para o Teatro San
Carlo (o prédio original de 1737 foi destruído por um incêndio em 1816 e,
restaurado, após o término da Segunda Guerra Mundial), tem além do apartamento
real e da capela, mais 28 salas.
Na parte externa, esculturas dos
soberanos de Nápoles ornamentam os belos jardins.
Em frente ao palácio está a Chiesa di San Francesco di Paola (do
século XIXI), com arquitetura inspirada no panteão de Roma.
A poucos metros do palácio está o
Castel Nuovo, cuja construção foi
iniciada em 1279, por ordem de Carlos I de Anjou (rei da Sicília e Conde de
Anjou), e concluída três anos mais tarde. No entanto, permaneceu desabitado até
1285, quando foi ocupado por Carlos II de Nápoles. O castelo foi, então,
ampliado e embelezado, tornando-se um centro de patronato artístico, mas em
1347 foi saqueado pela armada húngara. Restaurado e fortificado por Joana I de
Nápoles, tornou-se uma resistente fortaleza contra vários ataques subsequentes.O seu maior destaque são duas torres cilíndricas laterais, nomeadas de Fé e Esperança, que sustentam o arco decorado com o alto-relevo de Ferdinand I de Aragão montado em um cavalo. Foi construído para celebrar a sua entrada em Nápoles em 1443. Esse grande portal é conhecido como Porta Nolana.
Depois do saque de Nápoles em
1494 pelos franceses, o castelo deixou de ser residência real e assumiu a
função de fortaleza militar, voltando a ser ocupado pela realeza no século
XVIII.
No seu interior, a única
estrutura original é a Cappella Palatina,
com afrescos do pintor italiano, Giotto.
Hoje, além desse portal medieval,
seguindo pela via Sopramuro, está um dos melhores mercados de rua da cidade
(que vendem comida e roupa), conhecido como Mercato di Porta Nolana.
Outra bela arquitetura pode ser
contemplada na La Reggia di Capodimonte
(ou Palazzo Reale di Capodimonte). A antiga residência de verão dos reis do
Reino das Duas Sicílias, hoje abriga uma galeria e o Museu Nacional de Capodimonte.
O palácio, que levou mais de um
século para ser concluído (as obras terminaram em 1759), tem três andares e 160
salas. Portanto, impossível vê-lo por completo. O ideal é separar uma manhã ou
uma tarde inteira e selecionar o que quer ver. No primeiro andar, obras de
Bellini, Botticelli, Caravaggio, Masaccio e Titian. Na Sala 78, por exemplo,
está o quadro Flagellazione, de Caravaggio. Nos andares acima, trabalhos de
artistas napolitanos dos séculos XIII ao XIX e tapeçarias belgas do século XVI.
Na parte externa existe um grande
parque, perfeito para caminhadas, piqueniques ou prática de esportes.
Perto dali está a imponente Igreja de Madre del Buon Consiglio
(século VIII) com arquitetura similar a de São Pedro, no Vaticano. Além da
beleza de sua fachada, a maior riqueza está no seu subsolo: as catacumbas de San Gennaro, cemitérios
subterrâneos que datam do século III e representam o monumento mais importante
da Cristandade em Nápoles.
Junto às fileiras de catacumbas,
há antigos mosaicos e afrescos cristãos.
Ali está sepultado o corpo de San
Gennaro. Originalmente, havia três cemitérios separados, dedicados a San
Gaudioso, San Severo e San Genaro. O nível mais baixo é o mais antigo, então
remonta aos séculos III e IV.
Até o século XI, as catacumbas
foram o local de sepultamento dos bispos de Nápoles.
Marcadores:Itália | Centro-Sul
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