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sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Costa Amalfitana
A pouco mais de uma hora de carro,
ao sul da cidade de Nápoles, está um dos mais paradisíacos e românticos
cenários do território italiano. Palco de filmes hollywoodianos, luas de mel
apaixonadas, histórias milenares, a Costa
Amalfitana é, sem dúvida, um lugar que propicia um encontro perfeito entre montanhas,
mar, casinhas coloridas e um sonho de viagem.
São 60 km de praias (pequenas,
mas encantadoras) às margens do mar mediterrâneo que esbanjam exuberância
natural, com suas águas extremamente azuis, vistas espetaculares, estradinhas
com vilarejos incríveis, casas coloridas sobre penhascos, glamour, pratos
típicos – e, evidentemente, muitos turistas e celebridades (sobretudo no
verão). A Costa Amalfitana, classificada pela UNESCO, desde 1997, como Patrimônio Mundial da Humanidade, delimita-se ao norte por Vietri Sul Mare, um pouquinho acima de Salerno, e ao sul pela Península de Sorrento. Compreende as comunas de Vietri sul Mare, Cetara, Tramonti, Maiori, Minori, Ravello, Scala, Atrani, Amalfi, Conca dei Marini, Furore, Praiano e Positano.
Para chegar à costa vindo de
Nápoles, pode-se pegar um trem da
Circumvesuviana (081/772-2444, www.vesuviana.it) para Sorrento ou um da
Trenitalia (www.trenitalia.it) para Salerno. Depois, basta pegar um ônibus da
Sitabus (www.sitabus.it) ou da Unico Campania (www.unicocampania.it) para se
locomover entre as cidadezinhas.Mas o melhor mesmo é alugar um carro e aproveitar um pouco de cada paisagem, de cada lugar, apesar de ser uma estrada difícil (muito estreita, bastante sinuosa e bastante movimento) e de exigir bastante atenção e prudência. Os italianos não respeitam muito as leis de trânsito, então, é preciso mesmo paciência e precaução.
Marcadores:Itália | Centro-Sul
Sorrento, Positano, Nocelle, Praiano, Furore e Amalfi
Saindo de Nápoles, partimos rumo
à Costa Amalfitana iniciando por sua porta de entrada: a cidade de Sorrento,
com aproximadamente 16.000 habitantes.
Por ser a primeira cidade, tem uma
ótima infraestrutura hoteleira. Hotéis de 3 e 4 estrelas com vista para o mar,
como Hotel Rivage, Hotel Settimo Cielo, Hotel Girasole.
Da estrada temos uma bela vista
panorâmica da praia: casinhas coloridas junto ao rochedo e barcos no mar azul.
Mais 7 km adiante, chegamos a Positano, considerada a mais romântica
da Costa Amalfitana. Casinhas sobre as pedras, vielas estreitas e charmosas,
sobretudo à noite, e muitos cafés e restaurantes, além, claro, da beleza das
praias. São duas: Spiaggia (praia) del
Fornillo e a Spiaggia Grande (grande
só no nome mesmo) – desta última saem barcos com destino à ilha de Capri.
Para os que preferem silêncio e
tranquilidade, a dica é a praia de Fornillo. Em direção ao leste, as opções são
as prainhas de Laurito, San Pietro,
Arienzo, Fiumicello, La Porta e Torre Sponda.
O cenário realmente encanta.
Grandes rochedos (cobertos de casinhas) que desce sobre as águas cristalinas. Na
Praia Grande há uma espécie de caverna no rochedo onde o mar avança. A areia é
escura e ganha um visual bonito com os guarda-sóis
e cadeiras coloridas. Alugar o
kit sai caro, cerca de € 20.
Se o tempo não estiver ensolarado,
caminhar pelas ruazinhas do centro histórico é uma boa pedida. Na praça
central, praça Flavio Gioia, está a igreja de Santa Maria Assunta e sua
incrível escadaria (e no seu interior, a cripta medieval), erguida no século V
em homenagem a San Vito. Abriga a famosa estátua bizantina de uma Madonna
negra, além de suntuosas pinturas sacras.
Positano, com assentamentos
antropológicos que datam da época paleolítica, é, provavelmente, a cidade mais
antiga da costa Amalfitana.
Após a queda do Império romano,
pouco se sabe sobre a cidade, pelo menos até o século IX, quando a República
Marinara de Amalfi tornou-se uma importante potência marítima e Positano passou
a fazer parte do território, desfrutando das vantagens proporcionadas pelo
comércio marítimo.
A conquista normanda da província
amalfitana aliada à perda de sua autonomia e os ataques sofridos por piratas
sarracenos contribuíram para o declínio da cidade. Fome, peste e maremotos
causaram um despovoamento significativo da região entre os séculos XVI e XVII.
Superado esse período obscuro,
Positano conquistou a supremacia comercial no Reino das duas Sicílias, no
século XVIII, sob a dinastia dos Bourbon.
A partir do século XIX, tornou-se
o destino de férias preferido de muitos herdeiros de famílias ricas europeias e
de artistas importantes, que a imortalizaram em muitas de suas obras.
Para quem busca fugir do
movimento turístico Nocelle é o
destino ideal (vila que faz parte de Positano). A cidadezinha fica no topo de uma das
mais altas montanhas da região (a quase 500 metros de altitude) e oferece
paisagens impressionantes de oliveiras, de vinhedos e do Mar Mediterrâneo. Há um
ônibus local que faz o percurso até lá.
Deixamos Positano e seguimos para Praiano (a 10 km de Positano e a 15 km de Sorrento). Logo na
entrada está o Hotel Smeraldo.
As praias de Praiano são Marina di Praia, coberta por pedrinhas
e rodeada por altas paredes rochosas, e Cala
della Gavitella, acessível por meio de uma trilha cheia de escadas que parte
do centro da cidade. Na verdade, é uma baía onde a beleza fica por conta da Fontana dell'Altare, uma piscina
natural que fica no início de uma gruta. Um restaurante de mesmo nome (La
Gavitella) coloca à disposição dos clientes um transfer do píer de Positano ou
de Marina di Praia.
Passear entre os monazzeni, as
antigas casas dos pescadores do fiorde de Furore, é uma boa dica.
No passado os habitantes de
Praiano eram famosos pela extração dos corais e costumavam usar um brinco na
orelha esquerda seguindo as tradições sarracenas.
Praiano transformou-se na
residência de verão dos Doges, quando fazia parte da área que pertencia à
República de Amalfi.
No alto da Vallata di Campo (Vale do Campo), onde se encontram a igreja de San
Luca Evangelista com seu maravilhoso pavimento em majólica (técnica originada
na Itália e introduzida na Península Ibérica em meados do século XVI, que revolucionou
a produção de cerâmica ao permitir a pintura direta sobre a peça já cozida), a
igreja de San Gennaro e a Igreja/Convento de Santa Maria a Castro, o visual é
incrível.
Nesse caminho entre Positano e
Amalfi está Furore, um local bem
pitoresco e pouco conhecido na Costa Amalfitana. A vila tem uma população de
cerca de 800 pessoas espalhadas ao longo de uma fenda vertical de uma alta
encosta acima do mar Mediterrâneo. A principal atração turística é o dramático
‘Fjord’ ou fiorde, onde um grupo de
casas de pescadores antigos se sustenta nas paredes de um desfiladeiro rochoso.
Ali, há uma pequena praia.
Todos os anos, durante o mês de
setembro, artistas de todo o mundo são convidados para decorar espaços públicos
durante um festival local. O pequeno povoado fica bastante colorido e
inspirando ainda mais o contraste com o belo cenário. Até mesmo os trilhos e
postes são decorados com tons brilhantes.
Para atrair turistas, as casinhas
antigas foram renovadas, lojas de souvenirs foram abertas, uma gruta foi
transformada em um bar e um museu sobre a diversidade botânica do fiorde de
Furore foi inaugurado.
A próxima cidade pela qual passamos
foi Amalfi (a 25 km de Sorrento e a
13 km de Praiano), com 5.500 habitantes.
Importante cidade portuária do
Mediterrâneo entre os século IX e XII a.C., Amalfi é uma das cidades mais
famosas de toda a Costa Amalfitana. A piazza
(praça), rodeada de belos cafés e com uma fonte coberta por querubins, e o Duomo di Sant'Andrea (Catedral),
acessível por uma escada de 62 degraus e de arquitetura com influências árabes,
bizantinas, barrocas e normandas, são alguns de seus atrativos. O templo começou
a ser construído no século X e hoje abriga duas basílicas, um Museu Diocesano,
afrescos de Vincenzo de Pino e uma belíssima pintura da crucificação de Cristo
feita pelo artista napolitano Roberto Oderisi. Ao lado do Duomo di San Andrea
encontra-se o Chiostro di Paradiso
(Claustro do Paraíso), construção erguida no século XIII para abrigar as
sepulturas das famílias nobres da região.
O turista pode visitar ainda o Museo della Carta, que abriga uma das
mais antigas fábricas de papel da Europa, e a Grotta dello Smeraldo, gruta onde a água do mar ganha uma cor entre
o verde e o azul turquesa.
As praias, também belas, têm mar calmo. Há cadeiras e guarda-sóis para
alugar. Os restaurantes locais vendem deliciosos panini (sanduíches), pizzas e
o famoso limoncello, bebida alcoólica feita com os limões colhidos na Costa
Amalfitana.
Na região, muitos hotéis: La
Pergola, Bellevue, Miramalfil (com piscina), S. Caterina, entre outros.
Um dos destaques gastronômicos é o tradicional Amalfi Torre Sarracena e Ristorante. La Torre Saracena foi construída durante a época da antiga República de Amalfi (século X) para proteger a cidade contra ataques de piratas. Nos tempos modernos, a torre tornou-se um restaurante (com receitas clássicas), com vista para a baía de Amalfi.
Um dos destaques gastronômicos é o tradicional Amalfi Torre Sarracena e Ristorante. La Torre Saracena foi construída durante a época da antiga República de Amalfi (século X) para proteger a cidade contra ataques de piratas. Nos tempos modernos, a torre tornou-se um restaurante (com receitas clássicas), com vista para a baía de Amalfi.
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