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sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Centro Histórico de Nápoles
Partimos para a Piazza Dante
Alighieri para pegarmos o metrô para irmos ao Centro Histórico. Ali está o Convitto Nazionale Vittorio Emanuele II,
antigamente um complexo histórico e religioso, abrigando hoje uma escola
primária, uma secundária inferior e três de segundo grau (a Escola Europeia
clássica, uma ciência do ensino médio tradicional e uma ciência de alta escola
de esportes).
As estações mais próximas do bairro são: Cavour, Museo e Dante. Mas
outras (com um pouco de caminhada) também dão acesso: Porta Nolana e Piazza
Garibaldi.
Uma das principais vias da parte
antiga é a Via dei Tribunali. Ali
está a igreja barroca de Santa Maria
delle Anime del Purgatorio ad Arco, ou simplesmente o anúncio Purgatório
Arco, erguida em 1616, que também comporta um museu sacro no seu subsolo. Na
verdade, há uma igreja superior e outra inferior, de iguais dimensões. O acesso
à inferior se dá por uma escada à esquerda, logo depois da entrada, e seria um
lugar para o enterro das pobres almas.
Nas capelas laterais, há obras de
escultura em madeira de mestres desconhecidos e pinturas de artistas napolitanos
do século XVII. A estrutura vista hoje é diferente da original, pois passou por
várias destruições e restaurações.
No Centro Histórico, começamos a
caminhada pela Vicoletto S. Pietro a Majella e chegamos à primeira de muitas
igrejas que ainda veríamos e de todas as existentes ali: Chiesa dei S. S. Filippo e Giacomo. Com traços importantes de
arquitetura renascentista (na fachada, duas colunas e pilastras), e belos
afrescos na cúpula (os evangelistas) e no presbitério (os santos Filipe e
James), sua construção durou de 1593 a 1758.


Passamos pela Piazza San Domenico Maggiore – Quart.
S. Giuseppe, onde há uma igreja de mesmo nome e um obelisco barroco com a
estátua de São Domingos.
Adiante está o Complesso Conventuale di S. Gregorio Armeno
(séc. XVI a XVIII), que envolve uma igreja, um claustro e um monastério, a Chiesa di San Nicolola al Nilo (séc.
XVII), a Chiesa Monteverginella (construída
entre os séculos XVI e XVIII) e a Basilica S. Giovanni Maggiore,
concluída no século XIX. Depois de ter ficado fechada por décadas, devido ao trabalho
de restauração e investigações arqueológicas, foi reaberta em 2012.

Seguimos e nos deparamos com o imponente Complesso Conventuale di S. Chiara (séc. XIV), com sua igreja, torre, um grande pátio e o Museu Dell’Opera.
A construção original da igreja
(do século XIV) não existe mais; foi seriamente danificada em 1943 pelos
bombardeios da Segunda Guerra. Passou por restaurações nos séculos XVII, XVIII
e XX, chegando à arquitetura que tem hoje.
O museu contém peças e objetos da
igreja do século XIV e ruínas da escavação do primeiro século de existência do
templo.
Depois avistamos a Cappella Sansevero (na Via Francesco de
Sanctis), uma capela simples, em estilo barroco, de portal verde. Idealizada
pelo príncipe Sansevero, contém várias simbologias maçônicas (o local foi
construído numa região onde havia um templo à Isis) e uma das obras de arte
mais bonitas do mundo: o Cristo Velado,
la Pudicizia, il Disinganno. Porém, a capela tem também outro título,
Pietatella. Esse segundo nome vem de uma anedota de que um preso condenado
injustamente estava passando pelo local, quando subitamente uma parede lateral
que se encontrava onde hoje é a capela, desmoronou, e apareceu ali uma figura
da Pietá. O duque de Torremaggiore, Giovanni Francesco di Sangro, começou a
construir a capela, dando o nome de Santa Maria della Pieta (ou simplesmente
Pietatella). Mas foi com Raimondo di Sangro, sétimo príncipe de Sansevero, que a
construção foi concluída. Além de simpatizante da maçonaria, ele ainda era um
entusiasta das artes e das ciências. Aberta diariamente (exceto terças), das 8h
às 14h30.
Ainda próximo à Basílica di S.
Chiara está a Chiesa del Gesú Nuovo
(século XV-XVI). O antigo Palazzo Sanseverino foi convertido em igreja. Sua
fachada com pedras escuras que parecem em alto-relevo chama a atenção.
Perto dali está a Chiesa e Chiostro (Igreja e Claustro) di San Gregorio Armeno, a San Paolo Maggiore e o Pio Monte della Misericordia.
O complexo de San Gregorio Armeno
(do século XVI) é incrivelmente ornamentado. Tudo ali é suntuoso: o altar, os
afrescos, uma fonte barroca no claustro.
San Paolo Maggiore, localizada na
Piazza Gaetano, é uma basílica menor, de estilo barroco e sua construção
remonta ao século VIII ou IX. Ali está sepultado Caetano de Thiene, mais conhecido
como São Caetano, o fundador da Ordem dos Clérigos Regulares da Divina
Providência (conhecidos como teatinos).
E a maior atração da Pio Monte
della Misericordia, uma pequena igreja do século XVII, é a obra “Os Sete Atos
de Misericórdia”, de Caravaggio. Além dela, há outros poucos quadros, de outros
artistas italianos.
O ingresso, que custa € 6,
permite também a visita ao museu onde
consta o documento que comprova o pagamento de 400 ducados a Caravaggio pela
realização da pintura, e obras da Renascença, do barroco e da arte do século
XIX. ATENÇÃO: NÃO é permitido fotografar e o
horário de visitação é somente das 9h às 14h.
Marcadores:Itália | Centro-Sul
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